Projeto Cocão

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Tudo começou em uma viagem de férias, em 1985. Na época, Orídio de Souza Pinto era designer de móveis em Curitiba (PR) e foi passar uns dias em Porto Seguro (BA). Lá, experimentou uma novidade: água de coco batida com a polpa da fruta. O paladar aprovou a bebida, mas a mente criativa do designer não gostou do processo de preparo. Isso porque o vendedor precisava furar o coco, extrair a água, partir o coco, retirar a polpa, colocar tudo em um liquidificador e bater por alguns minutos. Um processo demorado e trabalhoso.

Alguns anos depois, em 2002, Orídio veio morar em Maceió (AL), onde ouviu comentários positivos sobre a bebida, que fazia sucesso, mas continuava sendo preparada da mesma forma. Na época, ele produzia máquinas para a indústria moveleira e decidiu criar um equipamento que pudesse facilitar a produção da água de coco batida. Porém, unificar todos os processos não era uma tarefa fácil. Cinco anos -- e muitas noites sem dormir -- para que a máquina saísse do papel, ou melhor, da cabeça do inventor. A primeira inspiração veio de um documentário sobre Gengis Khan, conquistador e imperador mongol, que tinha na forma arredondada da espada um de seus maiores trunfos.

Essa forma foi copiada pelo empreendedor no projeto e, aliada a um sistema parecido com o utilizado em cortadores de grama, a estrutura da marca Cocão foi criada, um equipamento capaz de bater água e polpa em um único processo, que leva apenas alguns segundos. O resultado é uma bebida saborosa e muito mais nutritiva, preparada com rapidez e higiene.

Com a patente do produto, Orídio decidiu transformar a inovação em um empreendimento e procurou o Núcleo de Incubação de Negócios Espaço Gente, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). A Classmaq, empresa criadora do Projeto Cocão, encontrou na incubadora, onde é residente desde 2007, um suporte importante para seu desenvolvimento, com orientações valiosas de consultores e professores da universidade.

Hoje, o Quiosque Cocão e o kit Cocão -- versão para hoteis, bares e restaurantes -- já são uma realidade. Em Alagoas, no campus A. C. Simões da UFAL (na praça onde ficam os bancos), o quiosque que deu o passo inicial funciona desde 2009. O Projeto Cocão, em uma jornada além fronteiras estaduais, também já está em Minas Gerais, na cidade de Sete Lagoas. E novas negociações -- inclusive com procuras internacionais -- apontam para destinos como Orla de Maceió (AL), Fortaleza (CE), Praia Grande, em Santos (SP), Bauru (SP) e Ubatuba (SP).